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Na entressafra da moda, é momento de pensarmos em quem queremos ser num mundo tão cheio de informações. Você traz uma carga de vontades e de direcionamentos no seu vestir que não tem como escapar. Seus antepassados mantiveram alguns hábitos. Você herdou uma vontade por chapéu, um desejo por batom vermelho, uma admiração pela liberdade. E agora? Para onde ir? Vamos brindar e sermos apenas o que nos cabe ser. A moda te permite ser uma garota libertária dos anos 1920 (e elas se libertaram muito para o período) e também uma careta dona de casa de 1950. Permita-se brincar com esses elementos. Leia muito. Escute mais ainda e pense: cabelos descoloridos ou coloridos com alguma cor chocante são sempre atos de modernidade. A peça-chave é branca, mas pode ser lilás, se você assim decidir. E nunca, mas nunca esqueça de que uma boa camiseta é sempre melhor que um vestido pretensioso com cara de barato, sem jeito de ser alguém que você não é. Tudo muito avançado? Escute “I’m No Mood”, do The Fiery Furnaces da compilação de Karl Lagerfeld, um ícone. O kaiser da Chanel tem muitos anos de vida, mas ainda balança a criação com sua perspicácia em entender que, sem os jovens, não seremos nada. E, sem os maduros, menos ainda. Beijos.
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