O frio e a chuva abrem oficialmente a temporada de tosses e espirros. E não só de gente. Os animais também sofrem com as gripes, que contribuem para aumentar em até 30% as visitas às clínicas veterinárias no inverno.
Embora os filhotes e os animais idosos estejam mais sujeitos, os problemas respiratórios podem afetar os bichos de todas as idades. A doença respiratória mais comum entre os cães é a gripe canina (traqueobronquite infecciosa), também conhecida como tosse dos canís. A enfermidade, causada principalmente pela bactéria Bordetella bronchiseptica ou pelo vírus Parainfluenza Tipo 2, produz crises de tosse que fazem o proprietário pensar que seu animal está engasgado.
A advogada Silvana Christo de Queirós chegou a fazer massagem na garganta de Margareth, sua labradora preta de cinco anos, imaginando que algum alimento ou objeto estava entalado ali. “Quando fui vê-la, estava deitada na calçada, abatida, e tinha crises de tosse.” Margareth não precisou ser medicada, embora nos casos mais sérios sejam prescritos os antibióticos. A orientação do veterinário foi que Silvana não deixasse a cachorra sujeita às variações climáticas. Uma tarefa bastante difícil já que Margareth adora brincar na chuva.
De acordo com o médico veterinário Leonardo Nápoli, da Clinicão e Cia. de Araucária, o frio e as oscilações bruscas de temperatura são o que predispõem os animais à gripe canina. Ela pode vir associada à falta de apetite, espirros, secreção nasal e ocular. Nápoli afirma que a doença pode ser transmitida de um cão para outro e, por isso, é importante evitar os locais com grande concentração de animais. Os cachorros afetados devem ser tratados com as orientações médicas e a prevenção se dá com administração de vacina.
E quem pensa que os gatos são mais imunes, se engana. Segundo Nápoli, as principais causas de gripe nos felinos são as viroses, mas os agentes são diferentes. Altamente contagiosa para outros bichanos, a enfermidade pode provocar maiores complicações, com quadros mais freqüentes de pneumonias e até morte. “Os gatos sentem mais fortemente as mudanças climáticas do que os cães. São mais sensíveis e possuem uma oscilação mais intensa de imunidade”, diz.
Serviço: Clinicão e Cia. – (41) 3642-1149; Vida Livre Medicina de Animais Selvagens – (41) 3343-2871.
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