A agitação do poodle precisou ser domada, para evitar acidentes como quando bateu a cabeça na quina de um móvel, quebrando alguns dentes. Agora, a bagunça é controlada. “Ele hoje desvia bem das cadeiras, sabe onde fica a comida e faz as necessidades sem errar o alvo”, brinca Iberli.
Já há três meses precisando de cuidados especiais, ela hoje torce o nariz para os proprietários que, ao sinal do mínimo problema, não hesitam em sacrificar o animal de estimação. “Quando digo que ele é cego – pois muitos nem percebem – uns se assustam, outros ficam com pena e ainda têm aqueles que perguntam o que eu vou fazer daqui pra frente”, relata a dona, que optou por deixar as lamentações de lado e seguir a vida normalmente.
Segundo Luimar Carlos Kavinski, do Hospital São Bernardo, a perda lenta e gradual de uma capacidade, como no caso da doença oftálmica das cataratas, torna mais fácil a adaptação. “Eles ouvem sons da tubulação das paredes que nós não ouvimos e conseguem localizar os compartimentos da casa pelo cheiro, mas os donos devem deixar as coisas nos lugares”, explica ele.
Para o médico veterinário da área de Oncologia da Clinivet, Thiago Sillas, que acredita serem os problemas de visão e mobilidade os mais comuns, a higiene é o maior desafio na readaptação. “Alguns precisam de auxílio, pois não conseguem se levantar ou simplesmente fazem no lugar errado”, diz ele. O surpreendente, segundo Sillas, é ver que os animais se adaptam muito mais rápido que os homens a essa situação, já que não há discriminação entre eles. “Em caso de amputação, por exemplo, é muito comum que eles logo melhorem de humor”, explica ele.
Colunistas
Agenda
Animal





