Mascote Fit

Animal

Quando ele se vai

Bruno Gabriel, especial para a Gazeta do Povo
06/11/2010 02:03
O que fazer quando a vida de seu animal chega ao fim? Essa pergunta, evitada por muitas pessoas, deve ser pensada com antecedência para evitar transtornos nesse momento triste. José Antônio Alcântara escolheu cremar o cachorro da família por considerar a opção mais correta. “O cão morre e a gente não sabe o que fazer. É muito ruim pensar que ele vai parar no lixo comum e ainda trazer danos para o meio ambiente”, diz. Para ele, além de ecologicamente correto, o processo deixa os donos mais confortados com a perda.
Alcântara conta que o cachorro Piteco era de seu filho, José Henri­que, e que ele concordou com o destino do animal. “Era possível assistir à cremação, mas não participamos”, diz. Eles deixaram as cinzas do cão no próprio local, tem um espaço semelhante ao de um cemitério vertical. “A memória fica lá. Se a saudade bater é só ir ao local e ver a foto e a medalha que deixamos com as cinzas”. Ao todo, o valor pago foi de R$ 650, o que Alcântara não considera caro por ser muito seme­lhante ao preço de algumas vacinas.
Segundo Sidnei Antônio Mar­ques, gerente do recém-inaugurado Crematorium Pet, localizado em Pinhais, região metropolitana de Curitiba, a cultura da cremação deveria ser difundida por ter vários benefícios. “É comum não darem o destino correto aos animais. Enterrar de maneira inapropriada é ruim para o lençol freático, além de não ser digno da felicidade que os bichinhos proporcionaram aos donos em vida”, diz.
Os serviços disponíveis no crematório incluem uma sala onde os donos podem se despedir do bicho por meio de uma cerimônia. Além disso, recebe-se um certificado e todo o processo é filmado, para que haja a garantia de que as cinzas são mesmo do pet. “O serviço não é feito apenas para cães, todos os animais de pequeno e médio porte podem ser cremados. O último que fizemos foi o de uma calopsita”, lembra. Marques ainda atenta para a importância de se pensar em planos preventivos, para que o animal tenha um destino certo após o falecimento.
Serviço gratuito
Para quem não deseja enterrar o bicho em casa, mas também não pretende cremá-lo, uma opção é o serviço gratuito de recolhimento da Prefeitura. De acordo com Eliane Chiuratto Train, engenheira química da Secretaria Muni­cipal do Meio Ambiente, a pessoa deve ligar para o Serviço de Atendi­mento, por meio do 156, e informar o endereço em que o bicho se encontra.
Então, o Centro de Zoonoses se responsabiliza pela busca e o animal é encaminhado para uma unidade específica da Cavo. Lá, o corpo passa por processos de desinfecção e trituração. “A diferença em relação à cremação é que o animal não vira cinzas”, explica Eliane.
Embora muitos acreditem que o destino dos animais seja junto com o lixo comum, Eliane diz que todo o processo é realizado de maneira a respeitar o meio am­biente e que os animais são ensacados antes de serem levados para um aterro particular, chamado Essencis.
Serviço: