Comportamento

7 passos para o vestido dos sonhos

Fernanda Trisotto, especial para a Gazeta do Povo - fernandat@gazetadopovo.com.br
21/03/2010 03:10
1 – Cerimônia
Antes de planejar o vestido, é preciso definir como será a cerimônia de casamento. Daniela escolheu o Forte São João, no Rio de Janeiro. Para aliviar o calor, a cerimônia será à noite. Como em Cascavel o calor também é forte em novembro, Marília não abriu mão de um salão de festas com um bom ar condicionado. Para elas, uma coisa é certa: a tendência é apostar em tecidos leves.
O horário e o local são cruciais para a definição do modelo. Se a noiva opta por casar durante o dia, por exemplo, um vestido muito armado e com muitos brilhos não cai bem.
2 – Estilista
Noiva e estilista devem estar em sintonia. “Eu tenho meu estilo de criar. Se a noiva já tem uma ideia na cabeça e é diferente do que eu produzo, indico outros estilistas, para ela não ficar frustrada com o resultado”, explica Karina. A tática da estilista é uma conversa prévia com a noiva, para conhecer seu gosto e qual a cerimônia idealizada por elas.
É aqui, também, que a noiva define se vai comprar ou alugar o vestido. Nessa hora é preciso analisar o quanto se pretende gastar. Enquanto modelos feitos para a primeira locação custam em média R$ 2,5 mil, um vestido exclusivo pode sair por, no mínimo, R$ 4 mil.
3 – O modelo
A definição do modelo é o passo decisivo. A estilista Karina Kulig comenta que não há uma regra que determinado tipo de corpo só fica bem com um modelo. Isso porque cada mulher tem características próprias, que são importantes na definição do estilo do vestido. Aqui o que vale é a proporção do corpo da noiva.
No ateliê de Karina, vários modelos estão prontos, à disposição das noivas. Tomara-que-caia, camisola, sereia, cage… só colocando no corpo para sentir a roupa e ter noção do caimento. “Assim a noiva se vê na silhueta que escolheu e sabe se é compatível com seu sonho. Tem meninas que querem algo supersimples, mas quando provam os vestidos, se encantam por outros modelos”, diz Karina. Para quem está muito indecisa entre tantas opções, o conselho de Karina é simples. “Tem que lembrar daquele vestido que não sai da cabeça e nem do coração.”
4 – Tecidos
O tecido só pode ser escolhido depois de se ter certeza de qual é o modelo do vestido e levando-se em consideração o horário e data da festa. Para o verão, tecidos leves como organza, seda, musseline e georgete são mais indicados. O tafetá não fica restrito aos casamentos mais invernais, mas é usado quando o corte exige um tecido mais pesado.
Além de escolher o tecido, nesse momento são definidas as ornamentações do vestido: rendas e bordados, que podem ser com linha, pedraria ou cristais. Marília não era muito ligada nesses detalhes, mas começou a prestar mais atenção em modelos com renda.
5 – Medidas e croquis
O ideal é que de quatro a cinco me­­­­ses antes do casamento a noiva já comece a tirar as medidas para a confecção do vestido. Nesse período, a estilista entrega os desenhos com as opções de modelo final para o vestido e o preço é definido. Normalmente as noivas emagrecem até a entrega da roupa.
A antecedência tem uma boa razão: os estilistas precisam se programar para a confecção dos vestidos, especialmente os que têm mais detalhes. Karina faz, em média, de cinco a oito vestidos exclusivos por mês. As noivas Daniela e Marília estão dentro do prazo, mas preferem definir a decoração antes de pensar na indumentária.
6 – Provas
Antes de a confecção do vestido começar, a noiva prova uma estrutura de forro, para ver se as medidas estão corretas. A próxima prova será feita quando o modelo já estiver num estágio mais adiantado, com parte das ornamentações prontas.
Nessa etapa, a noiva começa a escolher os complementos para o look: joias, sapatos, véu e buquê. Além disso, é feito um teste de maquiagem e cabelo, para ter uma ideia do resultado final. “As noivas podem experimentar até quinze sapatos, porque precisam estar confortáveis durante a festa”, comenta Karina.
7 – Acabamento
A última etapa é a de acabamento. Costureiras têm a atenção redobrada para conferir se todos os detalhes do vestido estão finalizados. O vestido é passado e então a noiva faz a última prova, com o modelo pronto. “É nessa hora que ela vê se o seu sonho foi realizado”, comenta Karina.
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Agradecimento: Ateliê Karina Kulig, Rua Hermes Fontes, 37, fone (41) 3244-6976 e site www.karinakulig.com.br