Comportamento

Arthur Caliman ajuda a escolher vestidos de noivas e madrinhas

Bruna Covacci
17/06/2015 15:17
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O estilista Arthur Caliman durante apresentação de coleção em desfile

Reconhecido no mundo da moda pela produção de trajes para festa e ocasiões especiais, o estilista paulistano Arthur Caliman é referência no mercado nacional de noivas há pelo menos 15 anos. Segundo ele, sua principal missão é evidenciar o que uma mulher tem de melhor para que ela se sinta bem. E é assim que, entre histórias, habilidades e experiências, croquis tomam vida e invadem os salões de festa em todos os cantos. Em seu trabalho, a fluidez dos cetins, as estruturas marcantes dos tafetás e o preciosismo das rendas se unem a cores e estampas. O acabamento é primoroso, e conta com muito trabalho manual.
Segundo ele, para que um vestido seja único, 70% está relacionado à pessoa que vai usá-lo: “É preciso ter postura, estar verdadeiramente apaixonada e encantada”, resume. Depois disso, o estilista ainda divide a porcentagem em 20% para design, modelagem, adornos e proporções e 10% para a expectativa das pessoas que idealizam o traje. Na hora de pensar no seu vestido, Caliman indica que a noiva considere o local e o horário da cerimônia e os tipos de modelagens que favorecem o seu biotipo e o que seria bacana evitar. Por exemplo, festas na praia, em cruzeiros ou no campo, permitem até longos e longuetes de vestidos fluidos.
Entre as tendências, ele explica o quanto as celebridades podem influenciar a escolha em determinadas épocas. “O maior exemplo é o casamento real, os vestidos estilo princesa nunca estiveram tão na moda, nem mesmo as tiaras de cabelo como coroas”, diz. Mas ele complementa: “Estamos numa fase em que as pessoas preferem o minimalismo, com modelagem bem sequinha”. E o branco volta a ficar à frente do off-white.
Plus size
Em meio a uma indústria que precisa estar em constante renovação, principalmente em um período de recessão econômica, abrir os olhos para mulheres que usam mais do que 44 é, também, uma decisão estratégica. Por isso, há quatro temporadas Caliman pensa em modelos exclusivamente dedicados às mulheres GG que chegam ao seu ateliê. “Quando se trata de formas, o padrão curvilíneo impera no Brasil. Sempre foi minha vontade ver uma mulher brilhando independentemente do manequim que veste, pelo desejo e vontade de brilhar”, ressalta. Ele ainda lembra que o padrão estético hoje te pede um 36, usado por modelos, então, praticamente todo mundo é “plus size”.