Más ideias para um casório, segundo Claudia Matarazzo
Camille Bropp Cardoso
25/05/2015 06:32
Foto: Bigstock
Cerimônia de casamento não é mais como antigamente, reconhece a especialista em etiqueta Claudia Matarazzo. No recém-lançado livro “Casar Sem Frescura” (Editora Planeta, 256 páginas, R$ 34,90), ela avalia que antigos rituais, como a participação dos pais na elaboração da festa, estão definitivamente ultrapassados e as regras de etiqueta não podem ignorar isso.
Ainda assim, a consultora não deixa de torcer o nariz para novidades que, a seu ver, são arriscadas demais para o grande dia — principalmente para quem não tem um orçamento típico de Preta Gil. Um exemplo: outros valores que mudaram foi a menor atenção dispensada ao cardápio da recepção e o fato de o casório, mesmo sendo religioso, tenha ênfase cada vez mais na parte da festa em detrimento da etapa solene.
O Viver Bem pinçou algumas dicas dela sobre isso. Elas constam no livro e foram elaboradas com a participação de dez cerimonialistas brasileiros bem atarefados. Para mais pisadas na bola, veja a reportagem que fizemos recentemente, sobre os 10 erros evitáveis na hora de organizar seu casamento.
Veja:
1) DAMAS E PAJENS NOVINHOS DEMAIS
Além de se entediarem, crianças pequenas podem atrapalhar a festa. Foto: Morgue File
“Uma das novidades que me aperreia é o fato de ver daminhas e pajens cada vez mais bebês adentrando a nave e criando uma série de contratempos — pois são bebês”, resume Claudia. Ela observa que, se antes a média de daminhas e pajens era de seis a sete anos, hoje há crianças de pouco mais de um ano sendo destacadas para levar alianças.
“Por mais angelicais e espertos que sejam seus sobrinhos, enteados, filhos de amigos ou irmãos, se tiverem menos de cinco anos, deixe que assistam à cerimônia em paz, acompanhados de seus pais”, escreve a especialista. Outro problema é o exagero no número de daminhas e pajens. Lembre-se de que as alianças a serem carregadas são apenas duas.
2) NOIVO OU NOIVA CANTORES
Mostrar dotes artísticos está na moda, mas eles precisam antes existir. Foto: Bigstock
Os noivos hoje pensam mais em repertório musical e em bebida do que no cardápio da festa, avalia a consultora. E adeus para a tradicional valsa: a música que embala a primeira dança dos recém-casados tem sido uma romântica mesmo. No meio disso, há noivos e noivas que resolvem mostrar talento no canto. Mas é preciso auto-crítica.
“Atenção pombinhos: cantar para a pessoa amada é lindo, mas só se atrevam a fazer isso se tiverem muita confiança no seu gogó e expertise de apresentação em público”, acredita Claudia. “Pra que se expor? E pior: submeter seus convidados a possíveis erros e desafinadas? Esse é seu casamento e não o momento para um karaokê rápido…”
3) FOGOS DE ARTIFÍCIO FECHANDO A CERIMÔNIA
"Substitutos" da chuva de arroz são opção de risco. Foto: Morgue File
“Alguém teve a ideia e um dia pegou”, define Claudia. Apesar de ter efeito bonito, a especialista acha os fogos de artifício um expediente um tanto duvidoso. “Além de roubar a cena do casal, mistura as estações: o momento é o fim de um ritual religioso e ainda não propriamente o início de uma festa pagã. Sem falar no custo”.
4) DECORAÇÃO “CENOGRÁFICA”
Decoração nababesca pode ser substituída por expedientes criativos. Foto: Bigstock
“Há um certo tempo, encomendavam-se trinta centros de mesa, flores para a entrada, para o altar e, eventualmente, para o caminho da nave — e estava resolvido o problema. (…) Hoje, com a tecnologia a nosso serviço, o céu é o limite“, escreve a consultora.
Ela defende que noivos poderiam rever a disposição de separar para a cenografia o triplo do que será gasto com a comida. Principalmente porque “usando apenas criatividade e ousadia” é possível criar um ambiente muito agradável.