Saúde e Bem-Estar

1 a 2 anos

Adriano Justino
10/12/2006 23:03
Emocionalmente, é o início da separação de corpos para o bebê: ele começa a fazer a diferenciação de quem são as outras pessoas da família. Isso gera angústia quando há separação dos pais. É uma criança muito ativa. Ainda não tem sentimento de posse, por isso divide suas coisas mais facilmente. Também pega pertences alheios sem pedir licença.
Surgem as primeiras palavras, muito próprias, daquelas que só a mãe entende. Com a habilidade motora mais desenvolvida, a criança tenta fazer coisas por conta própria que não consegue, acabando em ataques de raiva. Ainda explora muito colocando objetos na boca. Por volta dos 15 meses começa a entender o não, ordens claras e curtas e uma de cada vez. É a fase do negativismo, gosta de falar não para tudo. “É mais um ato político. Elas dizem não para tomar banho, mas estão indo para o banheiro”, exemplifica Fernanda.
Ainda brinca ao lado e não com outras crianças. As brincadeiras são muito “voláteis”: muda seus interesse o tempo todo. Mais próximo ao segundo ano, começa a brincar de esconder e encontrar objetos, adora mexer em gavetas e caixas. Também amplia o repertório do vocabulário.
Desafios dos pais
• A criança chora quando se separa dos pais. Isso é natural. Sair escondido ou separar-se por muito tempo são atitudes que podem piorar a situação.
• Estimular a afetividade para prevenir a fase seguinte que é mais arredia. Não chega a ser propriamente um desafio encher bebês fofos de beijos…
• Cuidar com o excesso de estímulo para que os interesses não fiquem ainda mais voláteis.
• É preciso muita paciência para lidar com a irritação dos pequenos.
• O maior desafio é ter energia física e mental para acompanhar a intensa movimentação da criança. Ela está testando os limites do próprio corpo e quer subir aonde não consegue, correr sem ter habilidade suficiente.
• Ajudar a decodificar o mundo à volta da criança, passando naturalmente conceitos de alto, baixo, quente, frio…