Um dia sua filha é a Branca de Neve, no outro a Pocahontas. É a fase da fantasia, quando a criança cria um mundo imaginário. Ela adora vestir suas roupas, brincar de imitação e conversa o tempo todo com seu amigo imaginário.
Sua sociabiliadade fica mais clara e começa a aprender a partilhar mais, ainda que por interesse. Na medida em que sua habilidade verbal aumenta, a parte emocional se acomoda. É uma fase de calmaria, na qual a criança gosta muito de brincar sozinha. Tem noção de ambivalência de sentimentos de amor e ódio, por isso fica mais claro que ela pode amar a mãe, mas achá-la chata de vez em quando.
Ainda não tem noção das convenções sociais e é bastante sincera. Esteja preparado para saias-justas no elevador, daquelas que rendem histórias para o resto da vida.
Nessa idade, a criança não tem noção de tempo, não entende antes e depois, por isso quer tudo para agora. Começam os jogos com regras, mas ela ainda tenta fazer com que as regras obedeçam a ela.
Desafios dos pais
• Conseguir lidar com a diferença entre fantasia e realidade. As crianças contam pequenas “mentiras” sem maldade, numa tentativa de subverter o mundo a seu favor.
• É bom embarcar um pouco nessa fantasia, para conhecer mais seu mundo e para que ela não perca a capacidade de criar e sonhar. Ao mesmo tempo, é importante trazer pequenas doses de realidade. Não dá para deixar seu filho pular da janela porque pensa que é o super-homem.
• Colocar limites sem dar grandes explicações – o que já abre para questionar esses limites.
• Ser consistente nas regras estabelecidas e combiná-las entre os pais para não deixar a criança confusa e manipuladora.
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