As conseqüências podem ser aplicadas de várias formas. Em muitos casos, o “castigo” é o próprio erro que a criança cometeu. “Se ela quebrou o brinquedo, a punição será ficar sem ele. Mas é importante que os pais não comprem outro, senão a conseqüência não fará sentido”, explica a psicóloga Eloá Andreassa.
A sanção precisa ser coerente com o erro. Se a criança fez alguma coisa pequena, não adianta deixar um mês sem televisão. Outra dica é aplicar a conseqüência assim que a regra foi descumprida. “Não dá para ser duas horas depois ou no dia seguinte. A criança não vai entender a relação entre uma coisa e outra. É como a chama do fogão, queima na hora”, completa a especialista.
Para a psicóloga Tisa Longo, até mesmo as broncas precisam ser dadas com afeto. As crianças aprendem o que devem fazer com muito mais facilidade se não se sentirem ameaçadas. “Você deve se abaixar para falar com ela, olhar nos olhos e ser firme. Mas também deve demonstrar que está disposto a conversar”, aconselha.
Para a babá Neuza Maria Proença, 47 anos, 30 de profissão, o segredo da repreensão está no tom da voz. “Não precisa assustar, mas precisa ser firme e objetivo. Eles entendem na hora”, argumenta Nenê, chamada assim pelos irmãos Paola, 3 anos, e Enrico, 1.
Quando a “bronca” não resolve, o jeito é levar a mais velha para o “cantinho da geladeira”. “Não deixo nem um minuto lá, mas já é o suficiente para que ela compreenda o que fez. Mas antes de ela ir, explico o motivo para que ela entenda”, conta.
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