A doutora em Psicologia Lidia Weber, autora do livro Eduque com Carinho, lista os motivos que tornam a palmada ineficiente e alternativas de educação sem punição física:
Razões para não bater
• Usar punição física ensina a criança que bater nas pessoas funciona e resolve problemas.
• Surras e palmadas destróem a auto-estima e prejudicam a capacidade da criança para aprender a lidar com problemas emocionais futuros.
• Bater nas crianças ensina-as a serem agressoras: estudos mostram relação direta entre castigo corporal na infância e comportamentos agressivos e violentos na adolescência e idade adulta.
• Muitos pais passaram por uma educação violenta e não sabem agir diferente. Se a agressão não funciona podem agir cada vez com mais violência. Pense!
• Castigos corporais não ensinam à criança como ela deve comportar-se; ela simplesmente aprende a evitar uma surra e fugir do agressor.
• Castigos físicos prejudicam o vínculo afetivo entre pais e filhos: uma criança que erra espera compreensão, apoio e bons modelos para agir corretamente.
Na hora da raiva
Às vezes os pais também ficam com raiva e confusos, mas antes de bater em seu filho:
• Respire profundamente uma vez… e mais algumas. Lembre-se que você é o adulto!
• Pressione seus lábios e conte até 50… pelo menos.
• Retire-se da situação. Vá até seu quarto.
• Reflita por que o fato o deixou com tanta raiva. É realmente seu filho ou outra coisa? Pense: alguma vez a expressão de sua raiva diante de seu filho ajudou a melhorar a situação?
• Retire seu filho da situação por um momento até você acalmar-se. Reflita se o comportamento foi proposital, se a criança realmente conhecia as regras e as conseqüências para o comportamento.
Alternativas
Educar é estabelecer limites, guiar, mostrar como o mundo funciona e dar o exemplo.
• Proteja seu filho: crianças muito pequenas têm o saudável comportamento de explorar o ambiente. Não esqueça de esconder remédios, produtos de limpeza, proteger janelas, tomadas e, em vez de ficar gritando, colocar seus cristais fora do alcance.
• Mostre respeito pelo seu filho e converse sobre seus sentimentos; pais não têm o direito de xingar ou ameaçar os filhos.
• Esteja presente: mesmo que você passe o dia trabalhando, seu filho deve ter a confiança de contar com você.
• Seja consistente. Faça regras lógicas e ajude seu filhos a entendê-las: escovar os dentes após as refeições antes de brincar; arrumar o quarto, dizer bom dia e por favor. Estabeleça horários para a tevê, refeições e lições, para sair e para voltar de casa. Lembre-se que não precisa ser um quartel: existe a possibilidade de flexibilidade também, em momentos especiais. Estabeleça conseqüências lógicas: se a criança pintou a parede poderá ajudar a limpá-la.
• Supervisione seu filho: o que ele está estudando, com quem brinca, quem são seus amigos, veja suas notas, estimule-o
• Valorize seu filho: elogie-o todas as vezes que ele fizer algo bom, como brincar com o irmão, pedir desculpas, pedir sua permissão para algo ou ser carinhoso.
• Ensine seu filho a não violência: se ele for provocado por algum colega ensine-o a chamar um adulto e não a bater em quem o provocou.
• Converse com seu filho sempre e dedique momentos somente para ele.
• Lembre-se: não dê surras nem espanque, pois esse não é caminho adequado. Você também não gostaria de uma sociedade com menos violência?
• Crianças fazem o que os pais fazem e não o que os pais dizem. Você deve ser o modelo para o seu filho. Se você deseja que ele obedeça certas regras, resolva seus problemas e controle certos sentimentos, você deve ser o maior exemplo para isso.
• Abrace, beije, faça carinho, repita que você o ama. Nunca é demais!
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