Quem é
Geralmente, os autores de bullying procuram pessoas que tenham alguma característica que sirva de foco para suas agressões. Assim, é comum eles abordarem pessoas que apresentem algumas diferenças em relação ao grupo no qual estão inseridas, como por exemplo: obesidade, baixa estatura, deficiência física, ou outros aspectos culturais, étnicos ou religiosos. O que se verifica é que essas crianças são alvos mais visados e tornam-se mais vulneráveis ao bullying. A diferença é apenas o pretexto para que o agressor satisfaça uma necessidade que é dele mesmo: a de agredir.
Sintomas
Os comportamentos descritos abaixo são indicadores de que seu filho pode estar sendo alvo de bullying:
• Demonstra falta de vontade de ir à escola.
• Sente-se mal perto da hora de sair de casa.
• Pede para trocar de escola.
• Revela medo de ir ou voltar da escola.
• Pede sempre para ser levado à escola.
• Muda freqüentemente o trajeto entre a casa e a escola.
• Apresenta baixo rendimento escolar.
• Volta da escola, repetidamente, com roupas ou livros rasgados.
• Chega muitas vezes em casa com machucados inexplicáveis.
• Torna-se uma pessoa fechada, arredia.
• Parece angustiado, ansioso, deprimido.
• Apresenta manifestações de baixa auto-estima.
• Tem pesadelos freqüentes, chegando a gritar “socorro” ou “me deixa” durante o sono.
• “Perde”, repetidas vezes, seus pertences, seu dinheiro.
• Pede sempre mais dinheiro ou começa a tirar dinheiro da família.
• Evita falar sobre o que está acontecendo, ou dá desculpas pouco convincentes para tudo.
• Tenta ou comete suicídio.
O que fazer
• Tente conversar com ele sobre o assunto e, caso ele confirme sua suspeita, procure o professor ou a direção da escola para ajudar a solucionar o problema.
• Não exija dele o que ele não se sinta capaz de realizar.
• Não o culpe pelo que está acontecendo.
• Elogie sua atitude de relatar o que o está atormentando.