Saúde e Bem-Estar

Ana Sviderski Rizzo, 42 anos, de Marmeleiro, mãe de Felipe de 2 anos e 10 meses

Adriano Justino
05/02/2006 02:23
“O Felipe andava muito branquinho, cansava logo das brincadeiras, dormia fora de hora e começou a ter muita febre. Isso foi há um ano. No carnaval do ano passado, levei ele ao Posto, mas só havia um enfermeiro de plantão e ele disse que poderia ser da garganta. Passou alguns dias tomando remédio para isso, mas a febre sempre voltava a aparecer. Voltei ao posto e a médica confirmou o que o enfermeiro havia dito. Mas eu insisti para que se fizesse um hemograma. Quando veio o resultado, ela disse que não estava nada bom. Que eu fosse até um hospital e procurasse uma especialista para refazer os exames, pois estava desconfiada dele estar com uma anemia severa. Em quinze dias, veio o diagnóstico que ele estava com leucemia de alto risco e viemos para Curitiba para iniciar o tratamento. Eu não queria acreditar no que estava ouvindo. Eu olhava para ele e, mesmo com toda tristeza, desespero e cansaço, percebia que tinha que lutar por ele. Por um filho se vai até o fim do mundo.
Estamos aqui há dez meses. O meu marido vem de vez em quando, mas a maioria do tempo passo aqui com o pessoal da casa. Converso muito com o Felipe. Falo que ele tem que comer para ficar forte, para poder brincar com a Mariele, que é bem aminguinha dele. Que dupla dinâmica eles fazem!! Toda vez que se vêem é uma festa, se abraçam e brincam para valer.
Ele também sente falta de casa. Sempre pergunta do irmão de nove anos. Se os exames que ele está fazendo derem bons resultados, vamos um pouco para casa. Se não, teremos que esperar.
O Felipe é um menino muito esperto e muitas vezes me faz perguntas que eu me aperto para responder. Ele fala da doença, sabe o que tem de fazer, como é o tratamento e se preocupa com os amiguinhos. Até reza por eles.”