Sim, assim como os horários. A criança sempre vai tentar ocupar mais espaço. Cabe aos pais delimitá-lo. “Os pais que não conseguem colocar esse limite têm dificuldade em outros momentos também”, diz a pedagoga Danielle Marque Vieira.
Não é preciso ser tão rígido. “Desde que se estabeleça um combinado com a criança, não há problema. De vez em quando pode ser ‘o dia de dormir junto’. Mas nunca deve ser algo corriqueiro”, orienta Danielle.
Como em outros aprendizados, esse não é imediato. Os pais precisam ter paciência e persistência. Mostre que lugar de dormir é no quarto dele, estabeleça um horário e uma rotina – vale contar histórias, ler livros, cantar, rezar. Se for preciso, deite na cama com ele, mas não o leve para a sua. Caso ele acorde de madrugada, leve-o para a cama dele.
A psicóloga Ana Paola Lopes Lubi sugere a técnica de “aproximações sucessivas”. Comece explicando para a criança que ela já está grandinha e vai dormir em seu próprio quarto. Não fique perguntando se ela quer, você é quem deve passar segurança para ela. Estabeleça quatro ou cinco passos e fique três ou quatro dias em cada. Observe sempre se a criança está segura, mas não alongue demais esse tempo. Primeiro, você pode dormir com ela. Depois, em um colchão ao lado da cama. Depois, avisa que vai sair assim que ela adormecer. Nas primeiras semanas, ela pode acordar várias vezes, seja persistente, levando sempre a criança para a cama dela. E lembre-se: o passo que você já deu, está estabelecido, procure não voltar atrás.
Sim. A criança vai associar a viagem à possibilidade de ir para a cama dos pais – coisa que ela adora. E vai acabar desejando que o pai ou a mãe viajem sempre.
Não deve. Cada um na família tem seu papel. O filho pode confundir as coisas e achar que está substituindo o pai ou mãe.
Sim. Ou combine com seu filho que vai apagá-la depois que ele adormecer.
Entre os 4 e 5 anos, é normal as crianças terem medo. Não menospreze o sentimento, ele é real, mas ajude seu filho a vencê-lo dentro do espaço dele (seu quarto). Se preciso, fique com ele até que adormeça. Se você deixar que ele vá para sua cama por causa do medo, ele vai acabar usando-o como desculpa para continuar indo. “Sempre dá um certo trabalho levantar e atender a criança, mas educar dá trabalho”, lembra Ana Paola.
Sim. A separação dos pais, a morte de um ente querido ou outras situações são momentos em que a regra pode ser quebrada. Mas deixe claro que é só por um tempo, no momento em que “todo mundo está precisando ficar mais grudadinho, mas daqui a pouco todo mundo volta para seu quarto”.
Tente descobrir por que seu filho não aceita regras – ele pode estar com problemas em alguma área da vida – ou por que você não consegue dar limites. Se não conseguir, procure a orientação de um especialista.


