Saúde e Bem-Estar

Como abrir as cortinas para o seu filho

Érika Busani
24/09/2006 05:23
erikab@gazetadopovo.com.br
Daniella, 21 anos, Gabriella, 15 e Bella, 7, freqüentam concertos de música clássica desde que eram bebês de colo. As três são filhas do maestro Paulo Torres, spalla (primeiro violinista) e maestro-adjunto da Orquestra Sinfônica do Paraná, maestro da Orquestra de Câmara da PUCPR e professor da Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap). “Todas gostam de música”, orgulha-se o pai.
O que é extremamente natural em uma família que respira música, artes plásticas ou teatro nem sempre dá certo para as demais. Crianças pequenas em um espetáculo voltado para o público adulto podem acabar incomodando os outros espectadores. “Fora do Brasil é um hábito levar crianças a concertos musicais, a partir dos 6, 7 anos”, conta a musicoterapeuta Clarice Miranda que, com a historiadora e mestre em História da Música Liana Justus, ministra cursos de formação de platéia. “Mas tudo depende da própria criança, de como os pais a preparam. Em concertos, qualquer barulho atrapalha a concentração dos músicos, perturba os outros espectadores, quebra a magia do momento”, diz.
Para ela, o contato com a arte desde cedo é importante, para “criar o público do futuro”. O maestro Paulo Torres concorda, mas indica a iniciação com espetáculos voltados ao público infantil. “Mesmo a criança mais comportada não agüenta três horas de ópera”, pondera.
Já a instrutora do curso de etiqueta do Senac, Maria Tereza da Silva, é mais taxativa: “Evento de adulto não é para criança. Ela não vai entender, depois de 15 minutos vai querer sair e se os pais insistirem, vai acabar se irritando, irritar a mãe e quem está em volta”. Para ela, o ideal é começar com apresentações próprias para a idade da criança.
Serviço: Clarice Miranda e Liana Justus, cursos de Formação de Platéia no Solar do Rosário, fone (41) 3225-6232 e Espaço Cultural Glaser, (41) 3023-1739 / Maria Tereza da Silva (professora de etiqueta), e-mail tetedasilva@hotmail.com.