Você chega em casa e o seu filho está de cabelo azul. Ou de piercing, ou com uma porção de tatuagens. Isso pode ser só mais uma forma de chamar a atenção ou a senha para se entrar num grupo específico. E é normal que os jovens busquem, segundo a pediatra Luci Pfifer, grupos de pessoas com valores e crenças iguais aos dele. Mas, quando o adolescente cresce sem limites e noção do que é certo e errado, ele pode adotar comportamento de risco, como dirigir sem permissão, beber demais, fazer sexo sem proteção, e se unir a outros jovens que busquem sensações semelhantes. Crianças que não foram respeitadas, que não tiveram a auto-estima estimulada ou tenham sido agredidas podem desenvolver, segundo a especialista, um comportamento auto-agressivo ou agressivo em relação aos outros. Daí os casos de bulimia, anorexia, obesidade e auto-mutilação. “Há quem se corte porque está amando, ou para jurar vingança a um rival”, comenta.
A psicóloga Paula Gomide reforça que a permissividade é o revés da regra e não há como um pai que nunca foi modelo para nada impor limites. O adolescente se lança então na busca de sensações que o completem.
A base de tudo, na opinião de Luci Pfifer, é a família. “Os grupos podem até interferir, mas com a supervisão da família e com o diálogo, esse tipo de comportamento arriscado se afasta. O jovem tem os valores de quem está mais perto. Se você não tem tempo, ele vai procurar valores em outros lugares e você terá um estranho dentro de casa. O importante, no entanto, é saber que com ajuda e muita conversa é possível reverter qualquer caso. A adolescência é passageira.” (LJ)
‹ Serviço: Luci Pfifer (pediatra), fone (41) 3222-4500 / Paula Gomide (psicóloga), e-mail pgomide@onda.com.br
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