Tudo vai à boca para coçar a gengiva. Nesse caso, um mordedor ajuda. No calor, modelos com gel amortecem o local da erupção. Massagear com o dedo enrolado na fralda também alivia. Não use cremes com analgésicos e antissépticos. Havendo aumento da salivação, babadores e toalhinhas podem ser boas soluções. Para a irritação e alteração no sono, não há fórmulas. O correto é ter muita paciência e esperar a fase passar.
Não há prova científica que justifique a relação da febre com a erupção dos dentes, um processo natural não agressivo. Como essa época é rica em resfriados e viroses, invisíveis ao exame clínico, e o sistema imunológico está imaturo, as febres aparecem mesmo. O aumento de temperatura é considerado normal por causa da agitação do bebê, mas qualquer sinal de febre (acima de 37,7º) deve ser investigado por um médico. O mesmo se aplica a quadros de diarreia.
Antes de surgirem os dentinhos, deve-se realizar a higiene pelo menos uma vez ao dia. Para a limpeza use uma gaze umedecida em água filtrada ou fervida, enrolada no dedo indicador. Toda a cavidade bucal deve ser limpa: língua, gengivas e bochechas.
Deve ocorrer assim que os primeiros dentes surgirem. Lá os pais serão orientados sobre medidas importantes para a prevenção da cárie.
Após o início da erupção dos dentes, estabeleça uma rotina adequada de alimentação, sono e higiene bucal. Até os 2 anos de idade, não se recomenda o consumo de refrigerantes, sucos industrializados, bolachas, chocolates e balas.
Tadeu Fernandes, médico pediatra presidente do departamento de Pediatria Ambulatorial da Sociedade Brasileira de Pediatria.
Antonio Ferelle, odontopediatra, responsável pela Clínica do Bebê da Universidade Estadual de Londrina.



