Saúde e Bem-Estar

Escola

Adriano Justino
18/11/2007 22:23
• Para o educador Marcos Meier, quando um aluno reprova, o ideal é que faça o novo ano com outro professor. “Se a criança está com dificuldades, precisa receber outras formas de explicações, de atividades, para que uma a atinja.
• Os materiais também devem seguir a mesma linha. Se há livros para ler, é interessante que sejam diferentes do ano anterior, para ampliar a diversidade de experiências.
Pais
• Principalmente as crianças pequenas lêem as próprias experiências a partir das reações dos pais. Por isso, atenção ao tom com que se fala sobre o assunto. Quando encarada com naturalidade, pode transformar-se em uma experiência boa.
• A primeira providência dos pais deve ser conversar com a criança, tentar entender o que está acontecendo.
• A própria experiência da repetência já é motivo suficiente de tristeza e decepção para a criança. Reprimendas, ameaças e castigos só vão piorar a situação. “É hora de dar apoio, nenhuma criança quer reprovar. É muito importante que os pais não derrotem ainda mais uma criança que já está destruída”, sugere a pedagoga Elisa Dalla Bona.
• Cabe uma avaliação não só da criança, mas da escola e dos pais. “É muito fácil jogar toda a culpa nas costas da criança. É raro ser culpa só dela, todos têm responsabilidade”, afirma a pedagoga.
• Para Meier, não é o caso de mandar a criança para o psicólogo – a não ser que ela esteja com algum trauma. A orientação profissional nesse caso é mais interessante aos pais, para que possam ajudar a criança no dia-a-dia. “A convivência diária com os pais traz muito mais efeito que ir ao psicólogo uma vez por semana.”
• Reforçar a auto-estima da criança é importante. Para isso, é preciso muito diálogo e reconhecer suas pequenas conquistas. Abrace, elogie, dê carinho, olhe em seus olhos, converse.
• Ajude a criança a se responsabilizar tanto pelo sucesso quanto pelo fracasso.
Sempre
• Assim como os outros hábitos e necessidades cotidianos – dormir, comer, escovar os dentes – a criança deve ter horário para estudar e para brincar.
• Outra necessidade é um local adequado para o estudo, sem interferências – ou concorrência – como tevê ou irmãos brincando no mesmo espaço.
• Nunca faça as lições pelo seu filho, mas sempre acompanhe. “É importante que os pais entendam que educar os filhos é responsabilidade deles. A escola não pode cuidar de tudo”, diz Elisa. Caso perceba que seu filho não consegue fazer as lições, converse com a escola para ver de que forma pode ajudá-lo.
Serviço: Elisa Dalla Bona (pedagoga), e-mail elisabona@gmail.com / Marcos Meier (educador), site www.marcosmeier.com.br