O ingresso na vida escolar pode se dar em idades bem distintas, dos 4 meses aos 5 anos de idade, quando a matrícula é obrigatória. Para a matrícula antes dos 2 anos, sobressai a busca por potencializar desenvolvimento dos pequeninos. “A criança precisa ser estimulada e em casa nem sempre isso ocorre com qualidade”, diz a mestre em educação Fabiana Leal, diretora da Centro de Educação Infantil (CEI) Ponto a Ponto.
A pedagoga do CEI Ursinho Pimpão, Andrea Bella Cruz, diz que no conforto da casa a criança ganha no vínculo afetivo, mas pode perder na exposição social e no trato de medos e frustrações. “Não é só um cuidador quem está com ela na escola, existe toda uma equipe pedagógica por trás das atividades e situações, há um preparo para tratar cada uma delas”, diz.
“O convívio com crianças e adultos que não os de casa promove o desenvolvimento da identidade e amplia a socialização”, diz a pedagoga Claudete Assunção, Conselheira Municipal de Educação e gerente de Currículo do Departamento de Educação Infantil da Secretaria de Educação de Curitiba.
Diferentes
Veja o que muda com a idade:
4 aos 6 meses
Trabalha-se percepções (temperatura, peso e texturas). Aborda-se a música e a alimentação (sabores e mastigação). Treina a autonomia do desenvolvimento motor, limitado em casa pelo cuidado excessivo. Socializa, amplia o contato com pessoas e trata o colo excessivo, que prejudica o equilíbrio e a coordenação motora.
1 aos 2 anos
Naturalmente egocêntricas, na escola percebem e aprendem que precisam esperar, algo importante para o desenvolvimento social. Aprendem a dividir, trocar, compartilhar, a lidar com a frustração. Também trabalham a questão corporal e o desenvolvimento da linguagem. Aprende que, em vez de reagir com agressividade, deve se expressar pela fala.
Fontes: Andrea Cruz, pedagoga do CEI Ursinho Pimpão e Fabiana Leal, diretora do CEI Ponto a Ponto.