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Dar ou não dar um animal de estimação ao seu filho? A decisão nem sempre é fácil, principalmente quando eles imploram, prometem que vão cuidar de tudo e garantem que o bichinho não vai dar trabalho. E apesar de você não acreditar, não resiste aos pedidos e nem aos olhos carentes do filhote na vitrine de um pet shop.
“Antes de fazer uma escolha, é importante que a família esteja preparada. Os pais vão ter de ajudar a cuidar do animal, pois quase sempre fazem a maior parte do trabalho. Além disso, muitos animais como tartarugas e iguanas vivem mais de 50 anos. É preciso considerar se existem condições, espaço e tempo suficiente para se dedicar à tarefa”, lembra a infectopediatra Cristina Rodrigues da Cruz.
Embora os pets mais procurados continuem sendo os gatos e cachorros, quem mora em apartamento ou em casa sem quintal costuma dar preferência a animais menores como chinchilas, hamsters, porquinhos-da-índia, tartarugas e peixes de aquário. Embora sejam pequenos, não são mais fáceis de lidar. As chinchilas, por exemplo, são delicadas e precisam de cuidados específicos – fazem a higiene com pó de mármore e não podem tomar sol. Antes de levar um bichinho desses para casa, é preciso se informar sobre as necessidades de cada espécie.
Há três anos, a administradora Neusa Stoll Blaskievski, 35 anos, decidiu dar de presente à sua filha, Bruna, 10, um casal de tartarugas. “A decisão foi minha, mas eu sabia que ela tomaria conta delas. Ela é muito responsável e adora o contato com os animais”, conta. A preocupação com os animais é tão grande, que há pouco tempo foram transferidas do aquário para o jardim de inverno, para que tivessem mais espaço.
Carolina, de 10 anos, filha da médica veterinária Eli Cristina Martins da Silva, 28, sempre quis uma chinchila. Tanto pediu, que foi presenteada no dia das crianças do ano passado. “A responsabilidade pelo Luke é toda dela”, conta a mãe. “Ela alimenta, limpa a gaiola e cuida da higiene. Às vezes, precisa ser lembrada, mas isso não é problema. Acho que ter um animal de estimação em casa é muito saudável. A Carol aprendeu a ser mais responsável e a ter mais respeito pela vida.”
Serviço: Bianca Chaim Mattos, veterinária – Vida Livre Medicina de Animais Selvagens, fone (41) 3343-2871 / Mônica Bigarella, especialista em psicologia infantil, fone (41) 3343-2871 / Cristina Rodrigues da Cruz, infectopediatra – Departamento de Infectologia Pediátrica da Sociedade Paranaense de Pediatria, fone (41) 3223-2570.
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