Saúde e Bem-Estar

Guia prático de sobrevivência nas ruas

Adriano Justino
20/02/2006 01:44
O major Douglas Sabatini Dabul indica o que os pais devem fazer antes que os filhos saiam sozinhos na rua:
O primeiro passo é fazer o caminho com seu filho, conversando sobre as ruas a atravessar e os pontos a evitar. Deixe claro que ele deve sempre manter o caminho conhecido.
Ensine-o a não aceitar convites sem o seu conhecimento, a recusar objetos e convites de estranhos e nunca fornecer endereço ou telefone para desconhecidos.
Diga que fique atento à presença de pessoas estranhas paradas. Nesse caso, ele deve atravessar a rua. Se for seguido, ele deve entrar em uma loja e pedir ajuda ou telefonar para os pais.
Reforce a recomendação de que ele deve embarcar e desembarcar dos ônibus no ponto mais próximo de sua casa e escola. Muitos jovens descem um ponto antes para acompanhar um amigo.
Ensine-o a usar o celular somente em ambientes reservados e nunca caminhando na rua.
No dia-a-dia, peça para seu filho evitar o uso de jaquetas, tênis e bonés de marca. Ele deve deixar esses acessórios para dias de passeio com os pais.
Diga para nunca reagir a um assalto, nem tentar correr. Ensine que os bens materiais podem ser recuperados e a integridade física dele é muito mais importante.
Em casa, quando atender ao telefone, ele não deve passar informações como a rotina dos pais e jamais deve dizer que está sozinho.
Conforme a psicóloga Mariza Bregola de Carvalho, a criança pode começar a sair sozinha na rua aproximadamente aos 12 anos. Quanto às regras, ela diz que a orientação deve ser “acompanhada da exposição das razões pelas quais estas ações são importantes para o bem-estar e autonomia dos filhos”.
Quando a criança vivencia uma situação de violência, Mariza recomenda que os pais conversem com o filho, permitindo que possa expressar as sensações negativas. Voltem ao local do assalto, estimulando o filho a explicar o que ocorreu e analisando em conjunto a situação. É importante reconhecer o sofrimento vivido pelo filho, encorajando-o a seguir a rotina. “Quando os pais conseguem manter a ansiedade sob controle, são mais eficientes na condução do processo educativo dos filhos.”