Nos quatro primeiros meses de vida, a interação entre pais e filhos é fundamental para o desenvolvimento psicoemocional da criança. A ausência de troca de olhares entre mãe e bebê é um indicativo que preocupa. No primeiro mês de vida, espera-se que a criança tenha um apetite muito mais simbólico que orgânico, e quando ele mame, mate a “fome” de colo, carinho e atenção. Quanto à mãe, ela deve ser capaz de reconhecer os diferentes choros, o de fome, sono ou desconforto neste período.
A ruga na testa da mãe enquanto embala o filho para dormir tem tanta importância no sono da criança quanto a fralda trocada, o leite dado, ou o silêncio no quarto. Quando os pais estão com problemas, a qualidade da interação se modifica: o colo fica tenso, o olhar, preocupado; e o bebê capta esses detalhes.
“Ele percebe, mas não tem condições psíquicas para entender o que acontece. Normalmente, é a mãe ou o pai quem diz, quando ele chora: você está com fome, você tem cólica. Quando o bebê sente algo que não é nomeado, ele se angustia e reage com o corpo e com o comportamento, com problemas na alimentação e no sono, que podem se beneficiar do efeito da elaboração psíquica”, diz a psicanalista Leda Bernardino. Problemas graves do ponto de vista psíquico podem surgir já no primeiro ano. É importante que pais, pediatras e professores se atentem à capacidade da criança de estar presente e interagir com amigos e com o ambiente.
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