Saúde e Bem-Estar

Intervenção consciente

Érika Busani
05/11/2006 22:51
erikab@gazetadopovo.com.br
Bruno Henrique tinha 7 anos quando se submeteu a uma cirurgia plástica para corrigir orelhas de abano. A mãe do menino, a operadora de logística Ana Rosa Reginato André, 32, conta que ele estava seguro para a operação, colaborou com o médico em todas as etapas e teve uma recuperação admirável.
O sucesso da intervenção em Bruno, hoje com 9 anos, deve-se à motivação. “A confiança e a determinação do paciente são fundamentais. As crianças que não sofrem a influência dos pais são mais tranqüilas e confiantes”, afirma o cirurgião plástico Afrânio Bernardes.
O médico aconselha aos pais que controlem sua ansiedade e não tentem esconder as orelhas dos filhos. “Eles devem prender os cabelos das meninas, cortar o dos meninos. Quanto mais naturalidade, melhor.”
Como a cirurgia só é feita a partir dos 6 anos, o equilíbrio emocional dos pais é fundamental. Até porque é só bem perto dessa idade que as crianças começam a ter a percepção da crítica social. “Até aí, incomoda mais aos pais por causa da aparência. Em torno dos 5, 6 anos, qualquer característica que demarque, as crianças falam, começam os apelidos”, lembra Cleia Oliveira Cunha, psicóloga e terapeuta de família.
Muitas não têm a possibilidade de submeter-se à intervenção, que não é coberta pelos planos de saúde nem pelo SUS. “Em função da aparência das orelhas, elas podem se tornar tímidas, agressivas, ou não. Varia de cada criança e como os adultos à sua volta se comportam”, diz a psicóloga. O cirurgião plástico Renato da Silva Freitas conta que, quando fazem a cirurgia por vontade própria, os pequenos gostam do resultado. “Eles ficam mais extrovertidos e felizes.”
Serviço: Afrânio Bernardes (cirurgião plástico), fone (41) 3335-0040 / Cleia Oliveira Cunha (psicóloga), fone (41) 3222-0325 / Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Regional Paraná, fone (41) 3335-5700.