Samuel Kalinovski, de 2 anos e 7 meses, foi daqueles filhos muito desejados – e planejados. Os pais, a publicitária Celina Kalinovski, 32 anos, e o administrador de empresas José Leonardo Kalinovski, 35, estavam casados há três anos quando decidiram ter um bebê. Os dois fizeram um check-up completo para saber se estavam saudáveis, programaram o nascimento para o mês de julho, interromperam o uso de contraceptivos e começaram as tentativas. Logo no primeiro mês, ficaram “grávidos”. Agora que a criança está maior, o casal se prepara para aumentar a família.
E a psicóloga Renate Vicente confirma: planejar o segundo filho é importante. “É fundamental que se identifique o momento em que estão querendo outro bebê, a qualidade de vida e o tempo que terão de disponibilidade para a segunda criança, que será um outro ser, diferente do primeiro. E isto se faz conversando, vendo os prós e contras. Também não podem esquecer da questão financeira”.
Porém, além do desejo dos pais, é necessário observar também o tempo entre uma gestação e outra, para que o corpo da mulher se recupere completamente. “O intervalo mínimo recomendado entre gravidezes é de 6 meses, quando houve parto normal, e de 1 ano caso tenha sido cesariana. Esse tempo deve ser respeitado para evitar que o feto tenha baixo crescimento intrauterino, que o recém-nascido tenha pouco peso ou, até mesmo, que haja rompimento do útero durante o trabalho de parto”, explica o obstetra Arlindo Brun.
Ciúmes
Para evitar que o primogênito se sinta inseguro ou fique ciumento, o casal precisa ter uma conversa franca e profilática. “Deve-se falar da gestação e jamais evitar ou esconder”, sugere Renate. No caso do pequeno Samuel, a mãe Celina diz não se preocupar. “Conversamos muito com o ‘Samuca’ e acreditamos que não enfrentaremos grandes problemas. Ele é muito amável e o incentivamos, desde já, a ser participativo”, conta.