• O melhor momento de começar a falar sobre o assunto é quando as crianças trazem questionamentos. Primeiro, procure saber exatamente qual é a dúvida. Aí responda de maneira clara e objetiva, sem “discursos”.
• Cuidado para não transmitir como algo feio, sujo, proibido.
• A psicóloga Tatiana de Souza Centurion explica que em torno dos 3 ou 4 anos, as dúvidas da criança são relacionadas à anatomia. “Quando ela pergunta o que é sexo, está querendo saber das diferenças anatômicas de homens e mulheres.”
• Muitas vezes, a criança sinaliza que não quer saber mais. É provável que ela processe o assunto e elabore novos questionamentos.
• Caso não se sinta confortável em falar sobre o assunto, cuidado para não fechar o canal de comunicação. “Se não se sente muito a vontade com determinda pergunta assuma para o filho essa dificuldade para que ele entenda que o problema está no pai ou mãe e não nele ou nesse assunto”, diz a psicóloga Fernanda Gorosito. E não deixe de responder. Caso não consiga, diga ao seu filho que primeiro vai procurar ajuda para depois orientá-lo.
• Se não souber alguma resposta, diga que vai se informar e depois responder.
• É comum os pais flagarem o filho se masturbando. “Se for uma criança pequena, num lugar público, o melhor é desfocar da ação, dizendo ‘vem aqui, vamos brincar’. Em local reservado, podem deixar”, diz Tatiana. Com crianças maiores ou quando é excessivo, é preciso conversar, dizer que entende, mas que é uma coisa íntima e não deve ser feita em público.
• Educação sexual não é apenas conversa, as atitudes contam muito. Os comentários que são feitos perto da criança, as expressões usadas, tudo conta.
• É preciso prevenir a criança contra abuso. A partir do momento que ela começa a ter mais independência, oriente para sempre chamar os pais se quiser ir ao banheiro em lugares públicos. “Hoje, aos 3, 4 anos, elas vão sozinhas a aniversários. É melhor orientá-la a ir sozinha ao banheiro ou estabelecer uma pessoa de confiança para ir junto”, diz Tatiana.
• Quando são maiores, é possível ser mais claro, dizer que não permita que ninguém mexa em seus órgãos genitais, por mais que a pessoa diga que quer ajudar. E que conte aos pais qualquer situação estranha.
• E se o filho trouxer qualquer indício de abuso, escute-o com muita atenção. Averigüe e, se confirmado que houve algo, denuncie.
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