Tudo que a pequena Inaê, de 4 anos, aprende na escola, aplica dentro de casa. Os pais, os avós e até os tios “sofrem as consequências” se saem da linha. “O último projeto que as crianças tiveram que fazer na escola era sobre segurança no trânsito. Me sinto em uma auto-escola. Ela chama a atenção se as duas mãos não estão no volante e se alguém passa o sinal amarelo. E se o pai resolve beber uma cervejinha, não pode nem pensar em dirigir”, conta a mãe Jamile Vargas e Sousa, 31 anos.
A mesma cobrança vale para o desperdício de água e os abusos na alimentação. Inaê até hoje não aceita que a mãe beba refrigerante. E, se come algum salgadinho, Jamile é logo avisada de que vai engordar e que fritura provoca problemas cardíacos.
A Escola Umbrella, onde a menina estuda, promove uma série de campanhas com os seus alunos, que, de acordo com a coordenadora Anna Carolina Jordan, tem o objetivo de desenvolver a autonomia moral e ética das crianças. “Quando nós éramos pequenos, aprendíamos a fazer a coisa certa para não sermos punidos. Se deixássemos a torneira aberta, por exemplo, ficávamos preocupados porque a conta de água viria mais cara. Hoje as crianças se preocupam com as reais conseqüências do problema, ou seja, se não economizarmos água, o planeta vai acabar”, explica.
Embora muitas instituições se encarreguem de ensinar bons hábitos através de atividades e campanhas, os pais não podem se esquecer de sua responsabilidade. “O desenvolvimento de bons valores morais promove o aumento da auto-estima, comportamentos mais saudáveis e a internalização destes valores, evitando assim condutas e comportamentos infratores, delinqüentes e anti-sociais”, explica a psicóloga Tisa Paloma Longo. (JK)
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