Varicela
Também chamada de catapora, é uma doença de fácil transmissão, causada pelo vírus varicela-zoster. Ela causa febre, mal-estar, perda do apetite, dor de cabeça e uma reação inflamatória na pele, onde aparecem pequenas pápulas avermelhadas. As lesões começam a aparecer no corpo, mas logo se espalham para braços, pernas e rosto. As bolinhas se transformam em bolhas de água, que rompem e criam pequenas feridas. Recomenda-se não coçar as feridas, nem tomar sol para evitar cicatrizes. “Higiene é fundamental. A criança precisa tomar banho todos os dias e as unhas devem estar bem cortadas e limpas”, explica a Dra. Marina. A doença é considerada contagiosa até que todas as lesões da pele tenham secado.
O tratamento é feito com remédios que diminuem a febre e a coceira, como os anti-histamínicos. Mas é proibido tomar aspirina e outros derivados do ácido acetilsalicílico. A ingestão desses medicamentos pode causar uma insuficiência hepática grave.
Hepatite A
O verão costuma ser a estação com maior incidência de hepatite A, também conhecida como amarelão. A inflamação do fígado é transmitida pela ingestão de água ou alimentos contaminados. O doente apresenta febre, coloração amarelada da pele e dos olhos, urina escura e fezes brancas. Os sintomas duram de uma a três semanas. Não existe uma medicação específica para o tratamento, nem restrições alimentares. A hepatite A, de maneira geral, é uma doença de curso benigno, mas em em menos de 1% dos casos, pode se manifestar de forma fulminante.
“Se a pessoa contraiu a doença antes dos dez anos de idade, pode doar sangue normalmente, pois não é uma doença crônica, nem deixa seqüelas”, lembra a pediatra Marion.
Meningite
É uma infecção das meninges (as membranas que recobrem o cérebro), que pode ser causada por vírus, bactérias, fungos ou protozoários. Causa febre alta, dor e rigidez na nuca, náuseas e vômito e em alguns casos, agitação psicomotora e manchas na pele.
Embora as infecções bacterianas sejam mais freqüentes no inverno, existem casos de meningite viral no verão. Para prevenir o contágio, é importante evitar lugares fechados. “Eu aconselho os meus pacientes a abrirem as janelas da casa duas vezes por dia, até mesmo nos dias mais frios”, conta Marion.
Enquanto as infecções bacterianas são mais graves e devem ser tratadas com urgência com a ingestão de antibióticos, as virais não exigem tratamento específico, tampouco deixam seqüelas. Basta assegurar o repouso do paciente.
Rotavírus
Essa infecção intestinal está causando grande preocupação nas famílias, pois é responsável pela incidência de diarréias graves. Pode causar febres altas, vômitos, desidratação e até levar à morte se não for tratada a tempo. Uma criança em cada 300 morre por causa da doença. Ela geralmente ocorre em crianças entre 3 e 5 anos de idade, mas os casos mais graves acontecem nos primeiros meses de vida.
A infecção é transmitida por via fecal-oral e não existe um tratamento específico para curá-la.
É imprescindível manter a criança sempre bem hidratada, mesmo que seja através do soro intravenal. Uma alimentação leve e equilibrada e medicamentos para refazer a flora intestinal também são importantes para a recuperação plena.
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