“A Luana é muito tranqüila, nunca foi de dar “piti” porque queria algo, nem de pedir muito”, conta sua mãe, a dona de casa Selene Lissner, 33 anos. Mas agora, aos 3, a menina começou a ser mais incisiva nas suas “investidas”. “Na semana passada fomos a uma livraria, ela agarrou um jogo de computador e não queria largar. Conversei com ela, expliquei que ‘agora não tenho dinheiro’ e acabamos negociando por um brinquedo que ela havia ganhado no aniversário e não tinha brincado ainda. Não dou todos os brinquedos de uma vez nessas datas”, explica a mãe.
Selene e Luana: conversas ajudam mãe e filha a entrarem em acordo quando o assunto são compras
Outra “estratégia” usada por Selene é a doação de brinquedos usados ou repetidos – a mãe faz questão que a filha leve pessoalmente para doar. “É importante que ela saiba que existem crianças que não podem ter brinquedos, assim vai tomando consciência do mundo, a gente tem de ir mostrando isso aos poucos para eles.”
Ela também costuma explicar à filha que as coisas custam dinheiro. “Digo que o pai tem que trabalhar para ganhar dinheiro, e se tiver de trabalhar mais, vai ficar mais tempo longe da gente.” Esperar datas para dar brinquedos mais caros – “alguns valem a pena”, acredita – também vale. Por isso, ela incentiva a filha a “guardar a idéia” para essas datas.
E Selene também não deixa de se policiar: “As coisas pequenas, até a gente acha bonitinhas e acaba comprando. Aí vai juntando muito brinquedo, fica tudo misturado, eles nem aproveitam porque fica muito brinquedo junto…” (EB)