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De repente a criança, que já dormia sozinha em seu quarto, não deixa a mãe ou pai saírem de perto dela até que adormeça. E fala em monstros embaixo da cama ou dentro do armário, fantasmas, bruxas, bichos. Ou simplesmente diz que tem medo do escuro.
A fase do medo é natural e começa por volta dos 3 anos, quando o mundo dos pequenos é feito de fantasia. “Nessa idade, eles não sabem diferenciar a imaginação da realidade”, conta Andressa Ribeiro Rezende, psicóloga e terapeuta familiar. Para a criança, o monstro representa uma ameaça verdadeira. No escuro, qualquer ruído pode ser o bicho-papão que vem pegá-la e uma sombra pode transformar-se em um fantasma.
Eles também podem criar o medo para alguma função, conforme Tatiana de Souza Centurion, psicóloga sistêmica familiar. “Pode ser para aproximar o adulto, receber acolhimento ou externar algo que não está bem.”
Os pais devem ter calma e paciência para ajudar o filho a passar por essa fase e nunca fazê-lo “enfrentar” o medo obrigando-o a dormir no escuro. Dizer que isso é coisa de covarde também pode intensificar o sentimento (veja mais dicas no box). “Eles devem se preocupar quando começar a interferir na rotina da criança, for restritivo da vida cotidiana”, diz a psicóloga Ana Paola Lopes Lubi, mestre em Psicologia da Infância e Adolescência e professora do UnicenP. Outro sinal de alerta é quando o problema se estende por muito tempo e além dos 5 anos. Nesses casos, é melhor procurar ajuda profissional para investigar as causas do medo.
Serviço: Ana Paola Lopes Lubi (psicóloga), fone (41) 3335-8360 / Tatiana de Souza Centurion (psicóloga), fone (41) 3019-9553.
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