Saúde e Bem-Estar

Manual de sobrevivência

Adriano Justino
07/11/2005 00:17
A maioria das doenças crônicas ainda não tem cura. Quanto antes os pais enfrentarem a realidade, melhor. É possível controlar os sintomas para garantir a qualidade de vida das crianças e evidenciar seus talentos.
• Cuidar não é superproteger. Se os pais não impõem limites, negligenciam a escola e cedem a possíveis chantagens, estarão tirando do filho a oportunidade de desenvolver bem seu caráter e potencialidades; reduzindo-o a ser apenas um doente. É preciso priorizar ao máximo possível a vida normal.
• Os pais devem ensinar os filhos a não dar importância à pena de familiares ou desconhecidos. Usar antídotos a comentários como “coitadinho”, “nossa, quantas injeções, isso deve doer”, com frases positivas, “dói, mas ele é forte e sabe que é para seu bem”, “isso passa em um instante”.
• Na medida do possível, a criança precisa aprender a ser independente para não sofrer no futuro. Diálogo é fundamental para explicar a doença, quais são os tratamentos e porque a submissão a eles.
• A família deve conversar bastante sobre o assunto. Os filhos saudáveis precisam aprender a manifestar seus sentimentos e receber carinho, sem pena ou superproteção.
• Pai e mãe devem decidir juntos os caminhos a seguir, entre quatro paredes – e nunca discordar da opinião do outro na frente das crianças. Isso assegura a união do casal e uma atitude segura e de coragem dos filhos diante das dificuldades.
• Os pais devem explicar aos professores a doença e seus sintomas para evitar tanto exigências desproporcionais quanto dispensas desnecessárias de atividades na escola.
Fontes: Ana Paula Fernandes Luiz, terapeuta familiar, (41) 3339-7747 / Maria Consuelo da Costa, Cássia Roberta Bianko e Viviane de Fátima dos Santos, psicólogas do Hospital Pequeno Príncipe.