Saúde e Bem-Estar

Manual prático para as baladas

Adriano Justino
16/04/2007 01:20
Os programas noturnos, segundo a psicóloga clínica Vera Regina Miranda, são o espaço para o jovem dar vazão ao romance, à aventura e aos riscos e, por isso, são absolutamente necessários. “Todos têm que vivenciar isso de alguma forma. É comum se apaixonar nessa época e correr riscos. Aí vem a importância de uma família que orienta”, diz. Para ajudar os pais nessa tarefa, as psicólogas Vera Regina e Elza Sbrissia Artigas relacionam algumas atitudes que ajudam a melhorar o clima da festa – para os dois lados.
• É na balada que o adolescente fica mais vulnerável às drogas, ao álcool e à prática de sexo sem proteção. Por isso, é preciso conversar sobre o assunto, orientar sobre proteção e a conseqüência dos riscos.
• Ouça o que seu filho tem a dizer. Saiba o que ele pensa sobre os mais variados assuntos e perceba se ele tem discernimento sobre o que é certo e errado.
• O adolescente pode mentir mesmo que você o deixe e o apanhe na porta da festa. Mas você pode estar lá para ver como ele está voltando, olhar para o seu rosto e perceber se ele bebeu, com quem está, como são seus amigos, oferecer-se para levá-los em casa e ver onde moram e até ouvir os assuntos que conversam.
• Se o seu filho disser para você não se preocupar que ele vai voltar de carona com o pai do amigo, não custa nada dar uma ligada para ele, saber quem é, qual será o esquema. E, dependendo de como for a conversa, você pode até aproveitar para dizer a ele que você mesmo vai buscar a galera no fim da festa.
• Mico público dá para evitar desde que haja clareza na negociação e estabelecimento de limites. Se houver descumprimento de regras, a melhor solução é conversar e advertir. “Adolescente odeia sermão, mas isso não quer dizer que eles deixarão de acontecer. E o jovem vai se rebelar, vai reclamar, mas isso não quer dizer que você tenha de afrouxar os limites”, comenta Vera.