Há pouco tempo, a estudante Magda de Melo Manei, 17 anos, disse à família que tinha uma festa de aniversário para ir no sábado e que iria dormir na casa de uma amiga. Desconfiada, Heth, sua mãe, resolveu dar uma olhada no e-mail e descobriu que tudo não passava de uma armação para a garota passar o fim-de-semana na praia. “Deixei tudo acontecer sem falar nada, mas imprimi as mensagens. Quando ela estava pronta para sair, sentamos para conversar e mostrei tudo”, conta.
Depois deste episódio, a dona de casa se sente no direito de ler os e-mails e as mensagens no Orkut da filha caçula para se manter informada. Ela fica especialmente espantada com os casos de pedofilia que saem em jornais e revistas. “Como mãe, não posso abandoná-la. Não convivi o suficiente com as minhas outras filhas e com ela não quero repetir o mesmo erro”, conta.
Magda não aprecia a invasão, mas não esconde mais nada da mãe e as duas passaram a conversar mais sobre o assunto. Ela fez um perfil para a mãe no Orkut e a chama quando recebe convites e mensagens de estranhos. “Peço para que ela não adicione ninguém que ela não conhece no Messenger porque é muito perigoso. Já ouvimos tantos episódios tristes na televisão”, diz Heth.
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