“É o adulto quem conduz a criança. Se ele tem consciência de que o consumismo não é legal, depende dele passar isso para a criança.” A frase, da professora Ana Paula Moreira Menezes, 34 anos, faz pensar. Mãe de Luísa, 4 anos e Mariana, 2, ela e o marido, o engenheiro Marcelo, 38 anos, compartilham do mesmo pensamento em relação à educação das meninas.
“O negócio é mudar o foco. Em vez de shopping, passear no parque, andar de bicicleta.” Para ela, são os pais que acabam criando necessidades que as crianças não têm. “Para as crianças, o mais importante é o mais simples. Brincando em casa, elas ficam muito mais felizes que no shopping.”
As atuais festas de aniversário superproduzidas também são criticadas por Ana Paula. “É uma necessidade do adulto. Se os filhos te ajudam a fazer o bolo, tem muito mais valor. A criança precisa de pouco: da atenção dos pais, da presença do adulto.”
A tevê, outro hábito questionável por alguns educadores, é controlada na casa de Ana. Luísa só foi conhecer o Cocoricó – único programa até hoje autorizado pelos pais – aos 3 anos. Quando vai às compras, a mãe deixa as meninas aos cuidados do pai. “É também uma oportunidade de deixá-las sozinhas com ele.” O casal ainda tenta orientar o restante da família a não dar presentes em excesso. “Nossas famílias são de fora, por isso é mais fácil. Mesmo assim, peço para não trazerem presentes sempre que vêm, para as crianças ficarem felizes pela presença deles”, conta Ana Paula. “A superficialidade do mundo do consumo cria insegurança e até afeta a saúde da criança”, diz, segura, a mãe.
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