Crianças e adolescentes podem agora ser vacinados contra a doença meningocócica (DM) do sorogrupo B, o mais prevalente no sul do país. Aprovada em janeiro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a vacina está desde o início do mês disponível pela farmacêutica GSK, ao custo médio de R$ 340, mas ainda sem previsão de fornecimento pela rede pública. A nova imunização vem completar o arsenal contra as doenças meningocócicas, responsáveis por mais de 200 casos no país, gerando óbitos e sequelas.
Antes prevalente na maioria das regiões do país, a doença meningocócica do tipo C teve uma redução nos últimos anos devido à vacinação, incorporada ao programa nacional em 2010, segundo o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri.
No Brasil, a redução da doença do tipo C foi de 78%, em poucos anos, nas crianças com menos de um ano de idade, segundo dados apresentados no Congresso Brasileiro de Pediatria, em 2013, em Curitiba. “Conforme foram reduzindo os casos do tipo C, a partir da vacinação de crianças antes dos dois anos, outros sorogrupos receberam destaque na prevalência da doença, como o B”, afirma Kfouri.
No calendário nacional de vacinação, estão disponíveis as vacinas contra as DM causadas por pneumococos, tuberculosa (BCG), DM sorogrupo C e hemófilos.
Crianças e adolescentes
O grupo prioritário para receber a vacina é o das crianças na primeira infância, antes dos cinco anos de idade. A SBIm também recomenda vacinar os adolescentes, até os 20 anos, pelos hábitos e condições de risco em compartilhar utensílios e passar muito tempo juntos.
No caso de adultos e idosos, a ocorrência da doença é muito esporádica, a não ser que sejam indivíduos com comprometimento do sistema imunológico, em situações de surto da doença, ou aos que planejam viagens a locais com a epidemia.
Sequelas não dependem de bom atendimento médico
A alta letalidade e rapidez com que a doença se instaura – podendo levar à morte em 48 horas – faz com que a prevenção seja a melhor arma no combate, segundo o vice-presidente da SBIm. Cerca de 25% dos casos vão a óbito e, dos que sobrevivem, 20% ficam com sequelas, que vão de perda auditiva a falência renal. “A evolução rápida da doença não depende de medicamentos melhores, e o que faz a diferença é a precocidade no tratamento. Quanto mais cedo se fizer o diagnóstico, melhores serão as chances”, explica Renato Kfouri.
Sintomas
Febre, dor de cabeça, rigidez ou dor no pescoço, náuseas, vômitos são os principais sintomas da doença. É preciso ficar atento também a mudanças comportamentais, como confusão, sonolência e dificuldades para acordar. Nos recém-nascidos e lactentes, os sinais podem ser apenas febre, irritação, cansaço e falta de apetite.
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