O assédio eletrônico não é exclusividade dos adolescentes. No mundo adulto, cada vez mais dependente das novas tecnologias, celulares e computadores também podem ser usados para difamar e importunar. A estudante Lálika Stadik, 18 anos, teve seu fotolog invadido por comentários nada elogiosos. “Me xingaram, foi horrível. Quando soube, fiquei com raiva, imaginando quem poderia ter sido. Pensei em apagar, mas deixei. É alguém que não tem o que fazer.”
O anonimato assusta pessoas que são assediadas e não sabem como o autor das mensagens conseguiu seu e-mail, celular ou, pior, detalhes de sua vida. Andrea*, 29 anos, recebe sistematicamente mensagens em seu celular. Reclamou com a operadora, mas foi informada que apenas com ordem judicial é possível saber quem é o proprietário do celular que manda os torpedos.
O dentista Bruno Marques da Silva, 27, sofre com ligações assíduas há três meses. “A ligação é de número restrito e atendo porque pode ser meu irmão. Estou pensando em mudar o número do celular. Só hoje ela já me ligou três vezes.” Apesar da ‘pretendente’ saber detalhes de sua vida, como o casamento próximo, ele não está assustado, mas reclama do incômodo das ligações e do transtorno por ter de mudar seu número.
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