Com 10 dias, Douglas apresentou insuficiência renal crônica. “Aos seis meses ele teve de começar a fazer a diálise peritonial, para mim uma agressão a um bebê tão pequeno, algo que era necessário”, conta a mãe Ieda Maria Lopes, de 43 anos.
O tratamento invasivo acabou por enfraquecer o bebê. “A longo prazo a diálise traz problemas para a estrutura óssea das crianças, além de provocar um ônus psicológico grande. Ela nasceu doente, vive doente. É impressionante ver nelas pessoas mais maduras que muitos adultos e por isso fazemos de tudo para priorizar o transplante”, explica o médico nefrologista Ricardo Benvenutti, do setor de transplantes do Hospital Evangélico e do Hospital Vita.
Para a alegria de Ieda, Douglas conseguiu fazer o transplante aos três anos. “A qualidade de vida do pós-transplantado é muito boa. Os pacientes devem, no entanto, tomar medicamentos para evitar a rejeição”, afirma Benvenutti. Ieda gosta de aconselhar mães com dilemas parecidos com o dela. “É importante a união da família e procurar sem cessar a solução. Agora a vida dele é normal, vale a pena não desistir”, insiste.
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