Barulhos altos e repentinos assustam os bebês. Se uma porta bate e seu filho não apresenta reação de susto, pode ter alguma perda auditiva.
A criança que não consegue dizer o que quer – claro que dizer neste contexto é da forma dela. Fica ansiosa e tem reações de raiva por não conseguir se fazer entender.
Não consegue entender ordens simples.
A criança compreende o que é dito, mas seu discurso está muito comprometido, demora muito a falar.
Se além de omissões e trocas de letras – normais nessa fase – a fala estiver comprometida a ponto da mãe não entender o que a criança fala, hora de encaminhar para atendimento.
Omissões e trocas de letra são normais. Mas se houver outros déficits associados (como dificuldades motoras globais ou finas ou de compreensão de ordens simples) é necessário procurar um profissional antes disso.
Até os 6, a criança deve ter adquirido todos os sons da língua portuguesa. Construções diferentes por conta de sotaque não são problemas.
O uso prolongado pode resultar em distorções: a alteração da arcada dentária faz a criança colocar a língua entre os dentes. A partir dos dois anos, se houver dificuldade, o fonoaudiólogo pode orientar a retirada desses objetos.
Quando a criança fala como bebê, provavelmente a alteração é emocional. Mas além do psicólogo, a intervenção do fonoaudiólogo pode ser necessária para corrigir vícios.
Sons muito próximos que são trocados – como F e V, T e D, P e B – requerem ajuda profissional antes do início da pré-alfabetização, para que a criança não leve as trocas para a escrita.
Entre 4 e 5 anos, a chamada disfluência fisiológica – confundida com gagueira – é freqüente e normal. Trata-se de uma alteração na fluência da fala, com repetição de sílabas e pode durar de uma semana até dois ou três meses. Observe se não é algo extremo. Com o tempo, desaparece por completo. Evite chamar a atenção da criança ou exigir que ela fale em momentos de estresse – como quando estiver chorando ou com raiva. Caso permaneça por mais tempo, procure um profissional.
Em caso de nascimento prematuro – especialmente os mais extremos – o desenvolvimento pode ser mais lento, sem caracterizar patologia. Os pais devem estar alertas, pois muitas vezes essas crianças precisam de maior estímulo.
Normalmente, há histórico de dificuldades anteriores, como de traçado no desenho ou déficits de memória ou atenção. O problema pode ser pedagógico ou fonoaudiológico. De qualquer forma, é bom fazer uma avaliação o mais cedo possível, porque quanto mais tempo fixar o erro, mais difícil será esquecer esse padrão e aprender um novo.
Em caso de respiração bucal com ronco durante o sono e suspeita de perda auditiva, o ideal é procurar primeiro um otorrinolaringologista, que irá verificar se há alterações anatômicas. Se for necessário, o médico encaminhará o paciente para o fonoaudiólogo.


