Se interferir na propagação do bullying é praticamente impossível em relação aos meios eletrônicos, o melhor jeito de tentar diminuir esse tipo de violência é diretamente com os envolvidos. A escola, onde a maioria dos casos acontece, é o fórum ideal para atingir o maior número de vítimas e agressores. “É papel da escola consolidar os princípios que facilitem aos indivíduos tomar decisões pessoais que atuem como transformadoras da sociedade”, atesta Emílio Carlos de Castro Paiva, um dos coordenadores disciplinares de ensino médio do Colégio Bom Jesus.
Simplesmente proibir o uso dos meios eletrônicos não seria eficiente. “São instrumentos para realização de pesquisas e troca de informações. Temos de permitir e orientar, desenvolvendo o senso crítico dentro da escola”, defende a psicopedagoga Angela Candeo, orientadora educacional de 5.ª a 7.ª séries do Colégio Dom Bosco.
Conforme a pedagoga Cleo Fante, inúmeras iniciativas bem-sucedidas estão sendo implantadas nas mais diversas partes do mundo. No Brasil, o “Programa Educar para a Paz”, idealizado por ela, foi implantado em uma escola municipal com 450 alunos de São José do Rio Preto, em 2002. Um em cada quatro alunos era vítima de bullying na época. Dois anos depois, o número de envolvidos caiu dos 66% iniciais para apenas 4%.
O papel dos pais também é fundamental. “O ideal é que tanto na escola como em casa, sejam disponibilizados espaços onde a criança possa discutir sobre o tema, refletir sobre suas atitudes, falar de suas experiências e, sobretudo, de seus sentimentos e emoções”, afirma Cleo. A “vigilância e a atenção sobre os conteúdos a que os filhos têm acesso na internet” também cabe aos pais.
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