Saúde e Bem-Estar
Hoje, em Curitiba, Ronaldo mora com seus filhos, João Pedro, de 9 anos, e Luísa, de 12, em um local com um bom espaço para brincar. Mas a vida deles é bem diferente da infância solta na rua que Ronaldo viveu. Os dois estão sempre monitorados pelos pais e protegidos por muros altos, cerca elétrica e toda a segurança que um condomínio fechado pode oferecer. “Ele não tinha hora para voltar, andava descalço o dia inteiro, quase não ficava em casa. É diferente de hoje”, constata Luísa.
Os irmãos são educados com valores fortes que os pais preservam. O uso de computador é monitorado e eles só podem ficar sozinhos em frente ao monitor nos finais de semana, com tempo limitado. “Não vejo necessidade do uso do computador. Os jogos distraem e é muito melhor que eles corram e brinquem”, diz Ronaldo. Uma pesquisa realizada pelo canal a cabo Nickelodeon, no entanto, aponta que as crianças brasileiras são usuárias diárias da internet, geralmente para jogar e repassar mensagens eletrônicas.
Relação de troca
Para que as antigas brincadeiras não caiam no esquecimento, a família Baltazar tem sempre à mão bolinhas de gude, dominó e até uma pipa para quando o vento está propício. O que não impede João Pedro e Luísa de gostarem de mp3 – cada um tem o seu aparelho – e de jogos no computador, como a maior parte das crianças de hoje.
Não foram só a rotina e as brincadeiras que mudaram desde que Ronaldo era o menino ativo do interior. O lado bom é que as crianças estão mais autônomas, interessadas, relatam os pais da pesquisa da Nickelodeon. Elas passam mais tempo na escola, mas também dialogam mais com os pais. “Muita coisa que eu aprontava não contava e quando minha mãe descobria eu levava umas palmadas. Meus filhos costumam contar, mesmo quando sabem que fizeram algo errado. Sentamos, aconselho, dou recomendações, mas é muito melhor do que não ficar sabendo”, conta Ronaldo.
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