Saúde e Bem-Estar

Papel assumido

Adriano Justino
01/04/2007 19:00
É possível conciliar o trabalho e a educação dos filhos, garante a administradora de empresas Izabela Blaschke, 36 anos. Mãe de Bárbara, 8, e Eduarda, 4, ela lembra que, no passado, mulheres separadas e viúvas davam conta de tudo sozinhas. “Eu conto com o apoio do meu marido – o engenheiro mecânico Guilherme, 42 anos –, que é um paizão. Hoje os homens participam mais.”
Izabela e Guilherme fazem questão de assumir a educação das meninas. “Minha mãe contribui muito, mas no papel de avó, não de educadora. Impor limites é papel meu e do meu marido.”
Para ela, a questão não é apenas impor limites, mas “saber o que seu filho está produzindo de bom, reconhecer e estimular. Os pais estão muito preocupados com sua própria vida e não se envolvem na vida dos filhos”, observa.
O diálogo é a base do relacionamento da família. “Quando estou nervosa em casa, falo com elas: ‘Mamãe hoje não está bem, vão brincar, pegar um livrinho’. Isso é uma troca, não podemos deixar que a diferença de idade pese entre as crianças e nós. Sempre explico as coisas para elas.”
Para passar mais tempo com as meninas, Izabela procura levá-las e buscá-las na escola e fazer atividades extras. Ela também almoça diariamente em casa.