Os hábitos alimentares de Maria Vitória Ferreira, 9 anos, não chegam a tirar o sono de sua mãe, a vendedora Maria Cristina Valenza. Ela come nos horários corretos, evita doces e frituras, bebe mais de dois litros de água por dia e adora frutas e verduras. “A Vitória não me preocupa porque come de tudo, está sempre em movimento e não se abala diante de um bom prato de arroz e feijão”, conta a mãe.
Talvez o problema é que a origem de todos esses cuidados esteja no medo de não engordar. Se ela acha que o ponteiro da balança subiu um pouco, passa semanas sem tomar refrigerante ou sem chegar perto de chocolate e brigadeiro. “Não quero ficar gorda quando eu crescer porque eu acho feio, por isso estou me preparando desde agora”, explica a garota.
Além de controlar calorias, Vitória também pratica uma série de atividades físicas, como dança, vôlei e futebol. No colégio, alcançar o corpo ideal é assunto comum com as amigas durante o recreio.
Para a psicóloga Denise Cerqueira Heller, o simples fato de não aceitar um docinho em uma festa de aniversário por causa do temor de ganhar peso já é motivo para que os pais fiquem atentos. “As crianças não deveriam estar pensando nisso, precisam brincar e se divertir. A preocupação exagerada na infância pode ser a causa de transtornos alimentares no futuro”, alerta.
A especialista confessa que precisa pegar no pé da própria filha, também de 9 anos. “Ela quer ser igual a Sandy. Por isso, comprei um livro que explica a evolução do corpo da mulher para que ela soubesse que é impossível ser assim com a idade dela. Os pais precisam dialogar com os filhos sempre, para que entendam que o que aparece na televisão não é a realidade”, aconselha.
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