Saúde e Bem-Estar

Para a brincadeira terminar bem

Érika Busani
12/03/2006 23:21
erikab@gazetadopovo.com.br
Corre, pula, sobe, desce, escala, escorrega… Criança tem energia de sobra e precisa gastá-la. Elas adoram testar seus limites, faz parte do crescimento, fortalece a auto-estima e dá confiança para novos desafios. Playgrounds e parques indoor são ótimos para essas “aventuras”. Os “estacionamentos de crianças” – onde elas ficam sozinhas – também dão uma folga aos pais. Mas será que esses locais oferecem segurança, tanto em termos da integridade física quanto de eventual perda da criança?
Conforme a coordenadora de comunicação da ONG Criança Segura, Fabiana Kuriki, acidentes nesses locais são comuns, já que a própria brincadeira propicia quedas. A primeira regra para evitar problemas é a da supervisão. “Caso os pais não fiquem com as crianças, precisam verificar se vão ter supervisão ativa”, diz.
O risco maior, segundo a presidente da Associação Férias Vivas, Silvia Bazile, está entre os 7 e 12 anos. “Antes disso, a criança tem maior necessidade de ficar próxima dos pais. A partir dos 7, são mais independentes, mas não conhecem os riscos.” Porta aberta para acidentes graves. Para Silvia, o tipo de consciência que os pais têm dentro de casa – “não mexa no fogão” ou “facas são perigosas” – deve continuar fora. “As crianças devem ser educadas para que tenham consciência dos riscos.” Ela alerta que muitas das brincadeiras comuns entre crianças são arriscadas. Um exemplo são as piscinas: dar “caldos”, montar de cavalinho ou brincadeiras perto da borda podem acabar mal. A seguir as dicas das especialistas para os diversos locais de diversão infantil.