Nas décadas passadas, em que as conversas com os adultos eram raras e as informações sobre temas-tabu eram escassas, muitos adolescentes experimentaram e usaram drogas como forma de expressão e rebeldia. Em determinados grupos, fazer uso delas era como um rito de iniciação à vida adulta.
Mas o que fazer se houver curiosidade por parte dos filhos de saberem se os pais já usaram alguma substância proibida?
Para a psicóloga Ana Paola Lopes Lubi, especialista em infância e adolescência, o ideal é omitir a informação. “Os pais não precisam parecer perfeitos, mas uma informação como esta nesta etapa da vida só servirá como motivo e aval para experimentar também. Só conversar sobre o assunto não surtirá efeito algum se não forem discutidos os limites e a importância de se responsabilizar pelos próprios atos”, diz
Mas a opinião da psicóloga Janaína Trierweiler, responsável pela CTDia é outra. “Os pais devem ser sinceros, se a resposta for afirmativa, mas é fundamental enfatizar os pontos negativos do uso para que a experiência dos pais não desperte o interesse dos filhos. Deve-se ressaltar as perdas e a contínua luta para se manter longe das mesmas.”
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