Saúde e Bem-Estar

Por conta própria

Érika Busani
29/07/2007 22:58
Bárbara tem 18 anos, três tatuagens, dois piercings e alargador nas orelhas. A primeira intervenção a que se submeteu – o piercing no umbigo – contou com a concordância da mãe, que a acompanhou no dia de fazer o furo. “Nas outras vezes eu dava uma enrolada no estúdio de tatuagem e não precisava de autorização, sempre pareci mais velha. Fazia e só depois mostrava em casa”, conta.
A estudante diz que para fazer a primeira tatuagem, no pé, procurou propositalmente um “estúdio ruim” com a intenção de que não pedissem a autorização necessária – uma lei estadual proíbe a realização de tatuagens em menores de 18 anos sem autorização por escrito dos pais ou responsáveis. “Tanto que ela (a tatoo) é horrível, tenho que arrumar”, comenta a garota, tão despreocupada que já chegou a furar o nariz para colocar piercing “duas ou três vezes, sozinha.” “Eu nem pesava nas conseqüências.” Bárbara conta que a mãe reclamava por um tempo, mas depois acabava “deixando pra lá”. O pai “sempre foi mais na dele”, não interferia.
Ela afirma gostar da estética das intervenções. “Não é para dizer que sou diferente, é uma coisa minha, que eu gosto. Agora tem muita gente querendo fazer, depois o tempo passa, vão querer voltar e não tem jeito”, pondera a garota no alto de sua experiência.