Tatiana Centurion (psicóloga), fone (41) 3019-9553 / Andrea Vismeck (psicóloga), fone (41) 3029-2024 / Pastoral do Batismo, fone (41) 3246-1174.
A engenheira civil Priscilla Talamini Costa, 26, não tem boas lembranças de seus padrinhos, que se afastaram de sua família por causa de uma rusga quando ela era ainda criança. Vinte anos depois, sua irmã – e melhor amiga – , Karina, deu a luz à pequena Luiza, hoje com 6 meses e, como prometido, ofereceu a filha para Priscilla batizar. “Sempre fomos muito unidas e a Luiza agora é como se fosse minha filha”, diz Priscilla, que promete participar efetivamente da vida da pequenina.
A história de padrinhos que se afastam de afilhados é clássica e quando ocorre quem sai perdendo é a criança. Segundo os psicólogos, os pais não devem menosprezar esse papel. As crianças que não têm padrinhos presentes, se sentem deslocadas nas datas comemorativas e eventos na escola e na família, além de crescerem sem esse referencial. “Pensando na parte prática, os padrinhos podem ajudar na criação das crianças. São pessoas que podem conversar coisas que às vezes a criança não se sente à vontade de falar com os pais, passar princípios, orientações e regras”, explica a psicóloga sistêmica Andréa Vismeck.
Para ela, é função dos pais afinar os laços dos filhos com as pessoas que eles escolheram para padrinhos. “Não dando certo é o caso de eleger outras pessoas para as crianças chamarem e respeitarem como madrinha e padrinho.” A própria Andréa passou pelo afastamento da madrinha – uma amiga da mãe – e foi “adotada” por uma tia, que a assumiu como afilhada.
Teia social
Ainda que em tese os laços familiares suscitem uma proximidade, eles não garantem a afetividade. O frei da Ordem dos Sarvos de Maria, Clodovis Boff, é partidário de que os pais ofereçam o batismo de seus filhos para os bons amigos. “O laço familiar já está estabelecido. É bom alargar as relações sociais”, comenta.
A história do frei é o oposto à de Priscilla e Andréa. Ele foi batizado por um casal de lavradores de Santa Catarina. Seu padrinho, Clemente, morreu há dois anos aos 94 anos e ainda era visitado regularmente pelo afilhado. “Era um homem à moda antiga, de porte nobre e ético”, conta o frei, hoje com 62.
Boff explica que, conforme os preceitos do catolicismo, a primeira função dos padrinhos é a religiosa, “ser um exemplo de fé”. “A criança aprende mais pelos olhos do que pelos ouvidos. O padrinho tem de estar presente, estabelecer um laço de bondade, dar lembranças nas datas importantes”, enumera. Eles também seriam os substitutos dos pais em sua ausência. Muita responsabilidade? “Sim, e se não puderem cumprir é melhor não aceitar (o convite de batizar a criança)”, adverte o frei Clodovis.
Serviço:
Tatiana Centurion (psicóloga), fone (41) 3019-9553 / Andrea Vismeck (psicóloga), fone (41) 3029-2024 / Pastoral do Batismo, fone (41) 3246-1174.
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