Conforme o neonatologista Antônio Carlos Bagatin, foi nos anos 50 que se criou a estrutura de berçário, onde os bebês ficavam separados da mãe, sob observação de médicos e enfermeiras. A solução foi interessante do ponto de vista médico, pois permitiu avanços no atendimento aos bebês. “Hoje há evidências científicas de que os bebês que nascem normais precisam da presença da mãe. O contato pele a pele favorece até a descida do leite materno”, garante.
Para isso, é necessária uma mudança na cultura das rotinas hospitalares, assim como das próprias mães. “Ainda há a cultura de que a mãe precisa descansar após o parto. Precisa, mas junto de seu bebê, com apoio. Elas devem ser treinadas na gestação para saber que o melhor lugar do bebê é junto delas”, diz.
Cícero Alaor Kluppel, pediatra, homeopata e acupunturista que trabalhou no Hospital Paciornik, onde assistia partos de cócoras, acha que as mães deveriam aproveitar quando estão na maternidade, com toda a assistência, para aprender os cuidados e estabelecer vínculo com seu filho.
Para ele, muitas maternidades deixam de lado o que realmente importa. “Hoje se investe muito em câmeras de vídeo, a família pode ver o bebê pela internet, quando deveriam colocar a criança no colo da mãe. Está virando hotelaria”, critica. (EB)
Serviço: Antônio Carlos Bagatin (pediatra), Hospital de Clínicas, fone (41) 3360-1825 / Cícero Alaor Kluppel (pediatra, homeopata e acupunturista), fone (41) 3024-3242 / Ênio Luís Torrecillas Machado (pediatra), Hospital Santa Cruz, foen (41) 3312-3292.
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