Ao mesmo tempo em que o sedentarismo foi sendo incorporado à rotina infantil, a indústria alimentícia desenvolveu delícias pouco nutritivas e extremamente calóricas, como salgadinhos, bolachas recheadas, refrigerantes. A associação desses fatores só poderia dar um resultado catastrófico: já considerada epidemia mundial, a obesidade vem aumentando também entre as crianças. Nos Estados Unidos, 15% dos adolescentes já são obesos e a prevalência de sobrepeso dobrou na última década entre crianças de 6 a 12 anos, conforme a endocrinopediatra Margaret Boguszewski, professora de pediatria da UFPR.
“Crianças cada vez mais jovens estão com sobrepeso e obesas. Algumas com 5, 6 anos já têm problemas de colesterol e pressão alta”, diz. A grande maioria dos casos vem da associação da alimentação incorreta e sedentarismo com a predisposição genética.
Acomodadas, muitas crianças preferem não brincar e não sair de casa. Para a médica, é importante que os pais saibam que a criança não é preguiçosa, mas existe toda uma situação que a deixou assim. “É a gente que oferece tudo para elas não fazerem nada. Elas têm tevê, videogame e computador no quarto. Conheço até casos em que têm frigobar”, conta.
“Você tem de puxar as crianças para que elas se mexam, senão ficam até altas horas da noite no computador”, diz a assessora jurídica Leonira Salette Secchi, 34 anos, mãe de Paula Gabriela, 9. A menina estava acima do peso e precisou fazer uma dieta. “O resultado foi satisfatório, em três meses ela já está dentro da faixa de peso normal”, conta a mãe, que colocou a filha na natação desde os 2 anos e nos fins de semana costuma levá-la para caminhar no parque ou em casas de diversão.
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