Saúde e Bem-Estar

Referência paterna

Adriano Justino
05/03/2007 02:51
É difícil para o advogado Henrique Cartaxo Fernandes Luiz, 24 anos, não se sentir responsável pelo caçula Guilherme, 6. Eles perderam o pai em agosto do ano passado e o irmão mais velho se tornou referência para o garoto. “Ele está muito apegado a mim. Agora me tornei o ‘homem’ da casa. Pelas circunstâncias, fui assumindo certas responsabilidades naturalmente”, explica.
O nascimento de Guilherme trouxe muita alegria para a casa e a família passou a ter uma convivência muito maior. Nem mesmo a irmã Luiza, que na época tinha apenas 13 anos (hoje ela tem 19), sentiu ciúmes. Os pais, por outro lado, se tornaram muito mais condescendentes. “Ele é dono do controle remoto lá de casa e vê desenho animado no almoço. Nós não podíamos”, lembra Henrique.
É preciso tomar cuidado com a criação dos temporões para que eles não se tornem superprotegidos ou precoces demais. “Os princípios e os valores deverão ser os mesmos, mas também é importante lembrar que não há como criá-los como os mais velhos, porque os tempos são outros”, explica Eloá.
A precocidade é natural, pois a criança está sempre no convívio de adultos em casa. Mas é essencial que ele tenha os seus próprios amigos, da mesma faixa-etária. (JK)