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A cena do peixinho Nemo todo animado com seu primeiro dia de vida escolar nem sempre corresponde à realidade. Ainda mais quando os pais são, como o dele, superprotetores.
A confiança na escola é fundamental para que essa primeira experiência seja positiva. A médica Daniela Cury, 31 anos, confirma: “Isso transmite segurança para a criança”. Ela procurou várias escolas para deixar a filha Júlia, na época com 1 ano e meio. Depois da matrícula, Júlia começou a adaptação. “Por uma semana e meia ela entrava chorando. Pouco depois, já estava brincando com os amigos”, conta Daniela. A tranqüilidade da mãe ajudou no processo, que precisou ser repetido quando Júlia ganhou uma irmã, três meses depois. “A escola ajudou muito, deu uma atenção especial para ela nesse período.”
Os especialistas confirmam a percepção da mãe. “Muitas vezes a mãe fica com medo de deixar a criança na escola, e sem querer transfere essa insegurança para seu filho”, explica o psicólogo Marcos Meier, diretor-geral do Grupo Educacional Martinus.
Os programas de adaptação das escolas são diferentes, mas seguem os mesmos princípios. Na rede municipal, as atividades pedagógicas do início de ano nas creches e pré-escolas têm como objetivo maior a adaptação dos alunos, conforme Ida Regina de Mendonça, diretora do Departamento de Educação Infantil da Secretaria Municipal de Educação. Na época da matrícula, os pais conhecem a estrutura e o funcionamento da unidade e recebem orientações sobre como se portar nos primeiros dias. O horário em que as crianças ficam é gradativamente aumentado. Nas escolas particulares, o esquema costuma ser parecido.
Quanto aos choros, não adianta se desesperar. “É natural que as crianças chorem no primeiro dia de aula. Se o filho tiver dificuldade de adaptação, os pais devem ser muito amorosos, porém firmes”, aconselha a psicóloga Tatiana de Souza Centurion.
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