Ela repete tudo o que você faz: quer pôr saia quando você está de saia, passar batom quando você está se maquiando; dançar do jeito que você dança. A criança costuma reagir aos gestos dos pais e as meninas, em particular, se iniciam no mundo feminino muito cedo. A nós mães cabe a tarefa de tornar esse mergulho algo gradual, que obedeça o ritmo natural das coisas. Para mim, a escolha de dar ou não uma barbie – a polêmica boneca em forma de mulher – para uma meninha de três anos é menos importante do que lidar com outros estímulos, que ao meu ver são bem mais nefastos. Sempre achei horrível meninas que parecem pequenas mulheres. Nunca comprei tamanquinhos ou sandalinhas de salto para minha filha, acho feio e faz mal à formação dos ossos. Sou extremamente criteriosa com as roupas, elas têm de ser de criança mesmo. Dou sempre um jeito de driblar os ímpetos dela da seguinte forma: faço um coração no seu bracinho ou na bochecha quando ela está a fim do batom; com as roupas e os sapatos de salto a gente brinca em casa de fantasia de princesa; novelas, nem pensar – quando é o caso assistimos ao canal infantil juntas. Estimulo a brincadeira, a música infantil, a dança de roda e não acho graça quando ela vê alguém rebolando e quer fazer igual. É bem simples e espero que funcione. Não quero ser mãe de adolescente tão logo!
Danielle Brito tem uma filha de 3 anos e meio.
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